PROF. MÁRCIO ESCREVE

   

A AVENTURA DO ATENDIMENTO

É verdade que ir às compras pode ser uma aventura. Algumas vezes do tipo que Indiana Jones dispensaria. Mas, quando vamos às compras, ou buscamos informações em qualquer organização, freqüentemente deparamos com padrões de atendimento diferenciados.
Alguns atendimentos são bons, uma pequena parcela deles é excelente e a grande maioria deixa a desejar. Algo entre aventura e loteria. Os motivos pelos quais isso acontece são: a falta de capacitação e atualização dos profissionais e o nosso nível de exigência, cada vez maior. Todos temos guardadas em nossa memória lembranças de bons atendimentos e de péssimos atendimentos. Tudo bem que lembramos mais dos péssimos do que dos bons. Essas lembranças são marcantes, pois se tornam referenciais do que é bom e do que é ruim quando buscamos atenção e satisfação de nossas necessidades.
Encontramos de tudo em atendimento. Em muitos casos é mais difícil comprar do que se imagina. Pois, existem profissionais que praticam a anti-venda. Não importa o que o cliente deseja, eles já colocaram na cabeça que este cliente não tem condições ou não quer o produto! Existem profissionais que levam tão a sério a questão de qualificação e sondagem do cliente que ao não verificar uma condição abastada, atendem mal ou, simplesmente, não atendem.
O fato é que o mercado está exigindo, a cada momento, melhores padrões de atendimento. Profissionais mais capacitados em relacionamento humano, maiores e melhores resultados. Com a comoditização dos produtos e serviços, o diferencial competitivo dos profissionais e das organizações está mais ligado ao relacionamento com o cliente do que ao preço ou a estrutura. O atendimento está se tornando uma mola propulsora na construção da cadeia de valor na mente do cliente. Muitos profissionais estão crescendo no mercado graças a esta percepção. Outros, no entanto...
O maior de todos os desafios em atendimento é a superação de um bom referencial já estabelecido. Em primeiro lugar existe o desconhecimento sobre o que o cliente considera ruim, bom ou excelente. Nossos clientes, assim como nós, têm experiências diversificadas todos os dias, em suas interações com o mercado.
Em segundo lugar, deve-se levar em conta que, mais do que a satisfação de suas necessidades, nossos clientes buscam momentos mágicos. Momentos em que sejam percebidos e tratados com importância. Estes ficarão guardados no coração, diferentemente dos momentos simples ou dos momentos trágicos – estes últimos ficam guardados por serem altamente nocivos e destruirão a imagem da organização. É preciso pensar em proporcionar momentos mágicos aos clientes. Claro, só podemos dar às pessoas aquilo que temos. Pessoas que não têm momentos mágicos em suas vidas dificilmente podem proporcioná-los a outras pessoas. Susan Trot no livro “O Santo Homem” escreveu: Se você tratar todas as pessoas que encontra como se fossem sagradas, você será feliz.
É preciso considerar ainda que “quem quer o ótimo não faz o bom”, como já dizia o comandante Rolim Amaro da TAM. Ou seja, temos que buscar nossa auto-superação de forma continua e sistemática. Nossos padrões de atendimento podem e devem ser superados. Temos que satisfazer as necessidades dos clientes externos, intermediários e internos das organizações com as quais atuamos e, entre eles, estamos nós mesmos. Então, busque o máximo, proporcione momentos mágicos aos seus clientes.

Abração de coração e muitos Momentos Mágicos em Sua Vida!

Prof. Márcio