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AMIGOS
DO PROF. MÁRCIO |
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Carlo
Scopel
Analista de sistemas, hábil
estudioso do relacionamento humano, desenvolve trabalhos de mentoring
e coaching organizacional em empresas de técnologia. Sua
atuação se destaca pela utilização
do lúdico.
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"A
vida, em qualquer dimensão, é um constante sistema
de escolhas interdependentes. Optar por alguma coisa sempre implica
na renúncia de outra. A condição em que nos
encontramos atualmente é resultado das escolhas do passado,
assim como o futuro depende de nossas atitudes no presente."
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Leia:
O
Lúdico e o Crescimento Profissional
Parte 1
O
Lúdico e o Crescimento Profissional
Parte 1
Amigo
leitor, quero levantar uma questão que julgo muito
importante quando falo de “crescimento” em meus
artigos. É uma pergunta que, inicialmente, pode parecer
impossível de ser respondida, pois você pode
pensar: “Ah, cada autor tem seu jeito e velocidade
de escrever” ou “Ah, não li o artigo
ainda, como fazer a menor idéia?” ou “Esse
autor é louco de perguntar isso, é pegadinha?”.
Normal pensar assim, creio. Mas creio também que
a resposta que vou desenvolver irá surpreendê-lo.
A pergunta é: Quanto tempo você acha que levei
para escrever e finalizar este artigo?
Pense um pouco... Pense nas indagações que
expus acima... Tem medo de arriscar um número? Uma
hora? Duas? Três dias? Quatro semanas? Bem... a resposta
que mais se aproxima da que eu julgo correta é a
última. Só que está longe, muito longe,
do que se pode chamar de “na lata!”. Acredite,
levei 32 anos pra escrever o que você está
lendo. Trinta e dois!. “32 anos??? - Ah, que autor
burro e lerdo! Não leio mais nada dele! Imagina,
levar 32 anos pra escrever uma folhinha!”, você
pensa. Caaaaalma leitor! Agora é que vem a surpresa!
Calma! Continue lendo.
Nasci em maio de 1974, e cresci numa cidade do interior,
em meio a muito amor, minha família era e é
muito amorosa. Fiquei lá até os 15 anos, depois
que ela se separou de meu pai, fui morar com minha mãe
na capital. Até essa idade eu era muito esportista,
muito extrovertido, simpático. Na capital, Florianópolis,
estas características se mantiveram por algum tempo,
tanto que na escola eu era sempre escolhido pra jogar todos
os esportes nas gincanas e olimpíadas do colégio.
Em alguns cursos eu cheguei a ser escolhido o “amigo
da turma”. Em outras atividades divertidas eu estava
sempre no meio. Teatro, brincadeiras, jogos. Era comigo
mesmo! Ah! Esqueci de dizer, também fazia questão
de ser o primeiro a chegar e o último a sair dos
acampamentos que minha turma organizava. No terceirão
era muito namorador, e sempre era correspondido. Resumindo,
tinha tudo pra dar certo. E alguma coisa deu errada. Estes
adjetivos todos poderiam, e deveriam, ser usados na minha
vida profissional. No entanto não foram. Não
vou discutir aqui o ponto de minha vida onde os deixei pra
trás. O caso é que deixei. Conheci uma moça
aos 19 anos, por quem me apaixonei. Aos 25 estava casado.
Aos 26 tinha meu primeiro filho. Formei-me em computação
tardiamente, aos 28, apesar de já trabalhar na área
anteriormente, aliás, confesso, sem muito sucesso.
Aos 30 me separei, depois de minha segunda filha ter 1 aninho.
NESTE INSTANTE da minha vida é que comecei a escrever
esta singela folhinha.
Como você pode querer saber caro leitor, se já
não sabe, para escrever um artigo atraente, o autor
deve conhecer o assunto que está escrevendo. No mínimo!
E eu comecei a aprender algumas coisas sobre isto somente
depois que me separei. Tem algo de familiar nessa declaração?
Espero que sim, pois falarei sobre isto mais atidamente
em algum outro artigo meu e gostaria que você lesse.
Então, estas palavras começaram a tomar forma
do seguinte modo.
Depois da separação tranformei meu sofrimento
em paciência, com todas as minhas forças. Paciência
em humildade. Humildade em caridade. Caridade em amizades.
Amizades em rede de relacionamentos. “Mas como? Rápido
assim?”, você se pergunta, incrédulo.
A resposta é sim e não. A sede e a vontade
de mudança imprimidas são diretamente proporcionais
à intensidade desta mudança, e inversamente
à coleção de preconceitos que somos
submetidos neste processo. E essa era outra mudança
a ser feita. Uma bola de neve. A questão é
que eu era um ótimo esportista sem jogar profissionalmente
no time do meu coração. Era amigo da turma
mas não anotava nem telefone nem ocupação
dos meus amigos. Fazia teatro sem sequer pensar em aplicar
meu dom em atividades empresariais nem em dinâmicas.
Era namorador sem saber que o mesmo charme, olhar penetrante,
a sensualidade, poderiam ser também características
de um empresário de sucesso. Estas coisas cativam
as outras pessoas, e eu usava em usufruto próprio,
pessoal. Que egoísta! Abaixo o egoísmo! Viva
a rede de relacionamentos!
Acabei percebendo que as influências que sofri durante
minha vida, me fizeram perder a noção de como
trabalhar com pessoas, com dinheiro, com minha profissão.
Eu sabia me divertir com isso, sabia caçoar disso.
Sabia também como passar anos tentando ser algo que
eu não queria, acreditando que eu não era
bom o bastante para aplicar meu próprio ser nas áreas
de minha vida. Minha vida? Não, MINHA vida é
que não era! Percebe isso leitor? Aquele adolescente
espontaneamente lúdico entrou em crise com a própria
espontaneidade. Bem, ao afastar esta crise, entrei em contato
de novo com meus adjetivos. Agora com 32 anos eu leio uma
declaração feita por uma renomada jornalista
americana especializada em neurociência, chamada Sharon
Begley, e me faz o maior sentido. Ela diz: “Alguns
temperamentos têm raízes genéticas.
Mas as experiências vividas exercem enorme influência
sobre o comportamento”. Isto te faz pensar leitor?
Lembra do seu comportamento lúdico de alguns anos
atrás? Pois é, algumas empresas necessitam
urgentemente de pessoas que lembram.
Na segunda parte do artigo, explanarei um pouco mais sobre
o crescimento profissional que tive oportunidade de viver,
falando sobre a importância do lúdico, as maneiras
de como o apliquei, bem como os efeitos que ele tem para
as pessoas que me cercam e como elas se mantém atraídas
por este comportamento.
Agora vamos à resposta exata da questão inicial.
Pra iniciar 32 anos 9 meses e 20 dias. Pra escrever precisei
de 2 horas e meia. As outras partes do artigo... bem as
outras partes você já nem quer mais saber quanto
tempo levei. Agora você começa a pensar quanto
tempo vai levar pra começar a escrever OS SEUS artigos!
Hum? Que tal começar um cursinho de teatro ou ler
um livrinho de expressão corporal? Ou aceitar aquele
convitezinho pra bater uma bola ou aquele vôlei na
terça-feira?
Até o próximo artigo!
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