A Influência do Estilo de Vida na Saúde
A
crescente urbanização em conjunto com as mudanças
ocorridas na organização do trabalho, nos
padrões de consumo e nas atividades de lazer, por
vezes, tem prejudicado a adoção e manutenção
de um estilo de vida saudável na população.
Pesquisas demonstram que o estilo de vida é um dos
fatores que determina a saúde de indivíduos,
tornando-se um fator importante para promover a saúde,
reduzir a mortalidade por todas as causas e, principalmente,
prevenir doenças crônico-degenerativas, tais
como: doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão,
câncer, obesidade (Nahas, 2003).
Como conseqüência do aumento do sedentarismo,
os níveis de saúde podem ser prejudicados,
pois, conforme Nahas (2003), atualmente, não mais
se discute se a atividade física habitual tem relação
com a saúde.
Esta relação pode ser verificada nos estudos
epidemiológicos que mostram redução
dos índices de mortalidade em função
de maiores níveis de atividade física (Pitanga,
2002). Segundo Nahas (2003), os estudos enfocando indivíduos,
grupos e comunidades mostram associações inversas
entre os níveis de atividade física e a incidência
de diversas doenças mencionadas anteriormente. Além
disso, a expectativa de anos de vida produtiva e independente
é evidenciada em indivíduos fisicamente ativos.
Apesar dos benefícios descritos, a inatividade física
ainda é um grande problema para saúde pública.
Conforme Nahas (2003), de 25 a 40% da população
adulta nos países desenvolvidos é sedentária,
de 30 a 40% praticam atividades físicas regulares
moderadas e valores percentuais semelhantes da população,
são pouco ativas, de forma que não são
suficientes para causar benefícios à saúde.
Estima-se que menos de 15% desta população
realiza exercícios físicos regularmente. Recentemente,
os resultados divulgados pelo Ministério da Saúde
do Brasil (2004) indicam a prevalência de 37% de pessoas
insuficientemente ativas (sedentários mais irregularmente
ativos), considerando as principais capitais brasileiras.
Em Florianópolis, a prevalência é de
44%.
Além destas questões, também é
imprescindível destacar outros fatores que influenciam
a saúde, como as condições ambientais
e as características herdadas.
Para Cooper (1987), “um dos grandes princípios
do universo é o equilíbrio (...) e o mesmo
acontece com o ser humano” (p.17). Sendo assim, existe
a possibilidade de se diminuir o risco de acometimento de
certas doenças quando se tem hábitos alimentares
saudáveis, controle do estado de estresse e a adoção
de um estilo de vida ativo. Neste contexto, comportamentos
ativos fisicamente exercem importante papel, principalmente
para aquelas pessoas que se encontram na meia-idade e velhice,
onde os efeitos do tempo tendem a se manifestar, e para
os indivíduos das demais idades no combate a obesidade
e melhora dos níveis de aptidão física,
que tende a diminuir com o passar dos anos e com a inatividade
física.
Diante destes apontamentos, um dos principais desafios que
está lançado para os profissionais de saúde,
é desenvolver estratégias para aumentar os
níveis de atividade física da população.
Dessa forma, é imprescindível que se pratique
atividade física sempre orientada por profissionais
competentes e que possam oferecer opções de
atividades que tragam prazer, promovam benefícios
à saúde e se alcance os objetivos almejados.